Foi em novembro de 2007, numa reunião de planejamento da MC, que sugeri desenvolver uma categoria editorial, a fim de alcançar novo grupo de leitores.
Na ocasião, minha filha tinha 8 anos e me preocupava com o que havia disponível para ela ler. Em meio a esse saudável conflito de interesses, analisando os dados disponíveis do Censo e a experiência bem-sucedida de obras como Harry Potter, foi possível supor que havia mercado definido, consistente e alcançável para a Mundo Cristão.
Identificamos uma Bíblia desenvolvida para o público-alvo (Bíblia Faithgirlz) e uma série de livros com abrangência de estilos (Faithgilz: ficção, devocional e temáticos), desafiamos uma excelente tradutora (Suzana Klassen), convidamos um ilustrador competente (Leonardo Conceição), Júlio Carvalho criou um projeto de marketing sólido, com direito a hotsite e inserções publicitárias em revistas especializadas, sem contar a criação de um projeto editorial e gráfico exclusivo, feito a quatro mãos pela Silvia Justino e Lilian Melo, e a definição de uma irresistível estratégia de preço.
De lá para cá, além da Bíblia da garota de fé, mais de seis livros já foram editados, todos com grande aceitação. E a repercussão da coluna "Pergunte à Su", do hot-site tem sido tamanha que um livro com as perguntas e respostas já está sendo elaborado.
No ano passado, diante da alegria da minha filha ao receber um dos exemplares da série, meu filho de oito anos reclamou: Você só faz livro pra ela? Quando vai fazer pra mim também?
Vem aí mais um conflito de interesses. Assunto para outro post.
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