Da mesma maneira que a televisão não eliminou o rádio e a internet não acabou com a televisão, a sensação que resta após a participação no Digital Book World é que não há indicações de que estejamos diante de algo tão revolucionário.
Tenho a impressão de que o e-book se juntará ao audiobook, como alternativas secundárias ao livro. Aliás, a grande torcida é que o mix entre impresso, eletrônico e áudio seja proporcionalmente maior no impresso, caso contrário as contas não fecharão.
Em geral, restam mais dúvidas que certezas, e as principais questões hoje são:
Pirataria: A indústria fonográfica foi reduzida à metade nos últimos 10 anos, graças à pirataria, e o e-book já está sendo pirateado mundo afora. As consequências da pirataria variam de acordo com o tipo de livro. Quanto mais caro, mais pirateado. Enciclopédias, livros ilustrados e acadêmicos em geral tendem a sofrer mais.
Precificação: Há uma política suicida de preços empreendida pela Amazon, que domina o mercado do e-book. Sabe-se que se trata de uma estratégia de dominação de mercado perigosa pois não somente cria um rombo na Amazon como também a regra de que o eletrônico tem de custar muito menos que o impresso. O conceito é correto, mas se a proporção de venda de e-books subir muito, nem a indústria editorial nem a Amazon se sustentarão.
Tecnologia: Os desenvolvedores de software estão correndo para apresentar ao leitor soluções atraentes e funcionais. Para variar, a Apple saiu na frente, ao compreender a incoerência de criar um aparelho leitor que não acresça outras funcionalidades. Há, ainda, muito que caminhar nessa questão.
Rentabilidade: Todos estão perdendo dinheiro. A questão é: por quanto tempo?
Investimentos: A indústria editorial americana não cresce e não pode se dar ao luxo de investir pesadamente em novas tecnologias, o que pode atrasar a evolução tecnológica.
Percepção de valor: Pesquisas recentes indicam que o leitor exige uma grande redução de preço em relação à versão impressa. Tal percepção é compreensível, mas exigirá muita criatividade, conforme dissemos, para que a conta feche.
Direitos autorais: Há uma quebra de braço entre editores, agentes e autores sobre o modelo de apuração dos royalties. A tendência é de preços muito baixos, contrastando com a perspectiva de recebimento dos autores, que é de alta.
Distribuição: O e-book rompe as tradicionais barreiras de distribuição, uma vez que o arquivo pode ser baixado de qualquer fonte, em qualquer lugar do planeta. Hoje, os contratos entre editores e autores definem claramente a territorialidade. Exemplo, uma editora coreana que adquire direitos, em inglês, para seu país passa a competir diretamente com a Amazon e outras livrarias online.
Apesar das questões apontadas, estamos atentos para definir se, como, quando e por quanto entraremos nessa nova plataforma. Está claro que a MC, antes de ser editora, é uma provedora de contéudo, independentemente do veículo.
E mais: vale a pena ficar atento às movimentações da Apple e do Google. São, a meu ver, os players que ditarão as regras de agora em diante.
Após o primeiro dia do Digital Book World, o e-book continua não
empolgando, mas pode ser que amanhã as coisas mudem. Por enquanto, a
questão que fica não é quem está ganhando dinheiro com livro em formato digital, mas quem
está perdendo menos.
O primeiro lançamento de autoria nacional da MC já está em processo de finalização adiantado.
Em seu livro de estréia, Isabelle Ludovico faz uma espécie de auto-retrato contando como sua experiência de vida a fêz repensar sua postura feminista, ao perceber que não se tratava de uma resposta adequada à história de opressão masculina.
Isabelle identificou que a mulher, em busca de posição competitiva e digna em relação ao homem, quis ser igual a ele, abandonando suas características divinais mais essenciais como a sensibilidade, afetividade e doçura.
O homem, por sua vez, perdido em meio aos espaços ocupados pelas mulheres em todas as esferas da vida, não conseguiu ainda perceber quais são os caminhos para situar-se com dignidade e tolerância. O paradoxo deste conflito é que homens e mulheres precisam, segundo Isabelle, resgatar o feminino características doadas por Deus suficientes para moldar um novo tipo de relacionamento que substitui a insana competição por um relação de apoio mútuo e amor.
É Osmar Ludovico, também autor da MC e companheiro de Isabelle, é quem apresenta a obra:
Neste livro estão presentes a honestidade e a aplicação da Isabelle. Honestidade na pesquisa científica, na observação clínica e na erudição, frutos de muitas leituras nas áreas teológica e psicológica. Os resultados de suas reflexões provêm de uma mente arguta e sensível, e conseguem ser didáticos e comoventes. Eu fui o primeiro grande beneficiado desta leitura; um caminho passo a passo em direção à aventura de ser homem. E de integrar, no casamento e na vida pessoal, estes polos complementares: o feminino e o masculino.
A Mundo Cristão será uma das poucas editoras brasileiras presentes ao Digital Book World,
seminário internacional que discutirá as perspectivas para o e-book, livro digital que pode ser acessado de leitores específicos como o
Kindle ou smartphones como o Iphone.
Diariamente, através do Blog ou twitter apresentaremos as novidades do evento.
Após licenciar O pequeno peregrino para o espanhol e alemão, a obra de Paulo Debs será conhecida do público sulafricano, através do inglês e do africâner. O licenciamento adquire especial importância porque a edição em inglês será comercializada em vários países da África e Europa.
Fechados os números de 2009, há muito o que comemorar: entre tantas boas notícias confirmamos que exatos 1.651.195 exemplares foram comercializados no ano passado. 48,09% acima do resultado de 2008.
A expectativa para 2010 é alcançar 2.000.000 de exemplares distribuídos.
Agradecemos a Deus que soprou em nós o desejo de comunicar e a você que nos prestigiou em 2009.
Um dos privilégios de atuar na área editorial e, em especial, numa editora como a Mundo Cristão é o contato com gente que faz diferença na minha vida e na de tantas outras. São ínumeros os relacionamentos que tenho feito com gente que me inspira a seguir na comunicação cristã.
Um desses é o Nelson Bomilcar. Nelson é cristão versátil, um artista de mão cheia que sempre se emociona e contagia os que estão a sua volta quando trata das boas novas.
Nelson Bomilcar está prestes a entregar para a MC um livro muito especial para o momento da igreja evangélica brasileira, e que será assunto de uma outra mensagem.
Por enquanto, fique com a entrevista concedida à Ana Cláudia ao Portal Cristianismo Criativo, na qual Nelson fala de sua vida, obra, amigos...
por Ana Claudia Braun Endo
Há
tempos que queríamos entrevistar o pastor, músico e compositor Nelson
Bomilcar. Grande incentivador dos projetos liderados pela W4 Editora e pelo Portal Cristianismo Criativo, aonde
é colunista, Nelson tem sido um daqueles amigos presentes e entusiastas
de boas coisas ligadas à cultura e às artes em geral, especialmente
aquelas que tenham a ver com música e brasilidade. Na entrevista a
seguir ele fala sobre seu primeiro contato com o meio musical, a
influência familiar, as inspirações de músicos pelo Brasil afora e a
paixão pela igreja, fé, arte e música brasileira contemporânea. E
também, é claro, sobre o Programa Sons do Coração, que acaba de
completar 5 anos de vida e aonde atua como apresentador e desenvolve
seu lado radialista. Com vocês, Nelson Bomilcar.
CristianismoCriativo
- Gostaria que você contasse um pouco sobre você e seu trabalho... Qual
seu primeiro contato com a música? Quando começou a tocar e a compor?
Nelson -
Falando sobre mim então: sou um brasileiro simples, que gosta de viver,
que ama a família, que gosta de esporte e tem o coração esverdeado
palmeirense, que gosta de gente e ter amigos, que curte arte em geral,
em especial música e cinema, que ama o Brasil, sua gente, sua comida,
suas praias e interior de São Paulo, que ama hoje o evangelho de
Cristo, e um eterno inconformado com todo tipo de injustiça. Nesta
caminhada tenho aprendido a ser marido, pai, músico, compositor,
escritor, comunicador, cristão e pastor. Meu primeiro contato com
a música foi em casa, com minha mãe Laura, que era cantora da rádio São
Paulo, crooner de orquestra, pianista e violonista de mão cheia. Ela
trouxe a boa herança da música brasileira e internacional, de Inezita
Barroso, Dorival Caymmi, Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Altamiro
Carrilho, Judy Garland, Sinatra, Chico Alves, Sílvio Caldas, Orlando
Silva. Depois fui seguindo a influência do meu irmão, também músico,
Roberto Bomilcar, estudando vários instrumentos e ouvindo João
Gilberto, Jobim, Jorge Ben, Gil, Elis, Som Três, Zimbo Trio,
Pixinguinha, Adoniran, O Quarteto, Dave Brubeck, Bill Evans, Beatles,
Bob Dylan e tantos outros.
CC - O que música e arte significam pra você?
Nelson -
Arte não tem definição rápida e completa. Tem uma dimensão muito ampla,
quanto pessoal e intimista. Para mim é o que você aprecia e enxerga
dentro de seus padrões e informações do belo e da estética. Arte é
expressão, registro ou linguagem da criatividade doada pelo Criador aos
homens. É expressão legítima de sentimentos, percepções, reações e
convicções à luz das heranças educacionais, sociais, geográficas e
estéticas de cada criador ou espectador. Música e arte, em geral, são
expressões da mente, do corpo, do coração e da alma, onde estão
presentes o divino e o humano. São manifestações e expressões
relacionais entre quem cria e quem aprecia. Portanto, cada um reconhece
ou atribui valor ou não à luz de “seus olhos, ouvidos ou emoções”.
Música sempre foi um pouco do oxigênio respirado 24 horas em minha casa
e continua sendo.
CC - Quais são os poetas-músicos da contemporaneidade, pertencentes à Igreja ou não, que mais inspiram você?
Nelson -
Michael Card, Jorge Camargo, Gladir Cabral, Guilherme Kerr, Carlinhos
Veiga, Rubem Amorese, Vandilson Morais, Daniel Maia, Gerson Borges,
Stênio Március, Silvestre Kulmann, Chico Buarque, Fernando Brant, Lô e
Márcio Borges, Roberto Diamanso, e os sempre contemporâneos
infelizmente não mais entre nós: Sérgio Pimenta, Jorge Rehder, Keith
Green, Vinícius, Mário de Andrade, Fernando Pessoa.
CC - Poderia citar uma de suas música preferidas e contar por quê?
Nelson -
"Fé cega, Faca Amolada" (Milton e Ronaldo Bastos). Ela é um misto do
que senti no passado - no final do regime militar - de indignação e de
esperança, que sinto hoje ao ver ainda o autoritarismo e a manipulação
presentes dentro da instituição-igreja, principalmente em sua
liderança. E ainda resquícios num país aonde não se presta contas de
nada e não existe exemplo de autoridade, ética e justiça. Reflete
também um coração inquieto e esperançoso para o amanhã, pois a fé tem
um grande significado e repercussão no que sou e faço hoje. Fruto
deste tempo muitas coisas e movimentos nasceram, inclusive o trabalho
da música popular cristã brasileira, com gente que balizou da fé cristã
e arte para uma geração. Todo o CD "Minas" e o conteúdo do Clube da
Esquina me emocionam até hoje. Junto a esta música, cito outras
brotando da fé em Jesus Cristo: as músicas "Claridade", do Gladir, e
"Adorador", do Jorge Camargo, e que procuro viver em minha devoção,
prática e espiritualidade hoje. Amizade com Deus e com as pessoas são
estes caminhos.
CC - Como a fé influencia sua arte?
Nelson -
A fé, simples e profunda, complexa e misteriosa, que fortalece e
fragiliza, nutre muitas vezes a criação. A arte, além de pessoas com
quem convivo e convivi, é depositária destas impressões. Através dela
vou deixando registrado como compreendi ou não a complexidade da vida. Pela
fé, percebo a integração contínua do Criador com sua criação. Através
dela fiz uma releitura de tudo que recebi, vivi no passado, absorvi na
mente e com as emoções. A fé repercute em tudo o que escrevi, musiquei,
produzi e rega de forma intensa o que faço hoje. Fé continua sendo um
caminho a ser descoberto em todo o seu mistério, doada ao nosso
coração, que vai nos capacitando a ter certeza nas coisas que se
esperam e a ter convicção de fatos que se não vêem. Se você escutar as
músicas que fazia no tempo do Grupo Semente, você poderá identificar o
que estou falando hoje, de forma intensa, no que toco e prego. Na arte,
a fé se manifesta quando crio e quando não. Num acorde, numa melodia,
numa produção longa e que exige disciplina, na integração que procuro
fazer entre os músicos e que gera comunhão. No silêncio, no observar e
contemplar a arte de outros, também desfruto da experiência da fé.
Através da fé pude me lidar com minha humanidade e ter coragem para me
expor em minha música, autorias, produções e ação pastoral. A fé me
trouxe a dimensão da eternidade e da finitude de tudo que faço. Muitos
nem lembrarão do que fiz em termos de arte. Já acontece hoje comigo e
com muitos que, mesmo depois de três décadas, já são hoje ilustres
desconhecidos, apesar do que fizeram de valor. Portanto, tente fazer
arte na medida do possível, para alegrar primeiramente o coração do
Criador, pois muitas criaturas jamais ouvirão ou verão o que você fez.
Que sua arte traga alegria para seu coração também. E celebre quando
alguém notar, ver, escutar, apreciar, ou for tocado por sua arte!
CC - Na sua opinião, qual o papel da arte na Igreja?
Nelson - Espelhar
a maravilhosa criatividade e genialidade de Nosso Deus, dando
testemunho de sua presença, para que, ao apreciá-la, possamos adorar a
Deus e reconhecer o seu poder presente na vida e criatividade dos seres
humanos que inspira. Para mim, ela faz parte da revelação progressiva e
eterna de Deus e que ele bondosamente nos compartilha para que a
desfrutemos e apreciemos em Sua companhia. Por isso, não podemos nos
contentar em sermos medíocres no que fazemos para o grande Artista. A
arte é caminho de conexão com outros seres humanos e pode nos ajudar a
crescer e conhecer a outros. Admirando a arte podemos admirar a Deus,
as pessoas e desfrutar da vida. A arte também educa, conscientiza e
pode produzir mudanças. É passiva e pró-ativa. É caminho desejável para
a igreja sempre! A arte é sagrada para quem faz e lugar do sagrado para
quem reconhece sua forte ligação.
CC - Que sites você costuma frequentar na web? O que você indicaria para nossos leitores?
Nelson - São muitos e não somente no campo das artes e da música. Convido aos leitores então a entrarem no meu site www.nelsonbomilcar.com.br
e verem ali minhas sugestões em sites de arte, adoração, música,missões
urbanas, missão integral, cultura, projetos sociais, links, etc.
CC - Poderia nos contar como começou o programa Sons do Coração? Como é o dia-a-dia da gravação?
Nelson - O
programa Sons do Coração foi apresentado inicialmente para a comunidade
portuguesa e brasileira em Vancouver, Canadá (1998 e 1999) pelo pastor
Nelson Monteiro (casado com uma canadense e hoje em Recife), que
cuidava de uma comunidade na Broadway Church. Eu co-produzia, junto com
meus filhos, a parte musical. Era um programa de música brasileira que
fazíamos na Multicultural Rádio, e tocávamos algumas músicas
evangélicas. Era um misto de espaço cultural, saudades do Brasil e
caminho evangelístico. Quando voltei para o Brasil e conversando com
irmãos da Transmundial, apresentei o programa e adaptei o foco para
falar sobre arte, adoração e música cristã brasileira. O espaço foi
aberto pela querida rádio Transmundial e é hoje transmitido também em
Portugal pela rádiobíblia www.radobiblia.org
Hoje já no seu quinto ano, o programa tornou-se o único acervo de rádio
contínuo da música feita por autores, compositores, e ministérios
cristãos brasileiros, que conta e canta a história destes últimos 40
anos. Tenho uma alegria enorme em divulgar o que tem sido feito por
autores e músicos brasileiros, a cultura brasileira presente, e dar
acesso aos que dizem (pastores, líderes, músicos, coralistas) não
conhecer músicos cristãos brasileiros e seus trabalhos. Não tem mais
desculpa pela ignorância, preguiça e pelo não uso de música brasileira
nos cultos públicos. A rádio e a internet estão aí. É só sintonizar o
Sons e seu acervo em podcasts. E agora temos o espaço do Plataforma
também pela internet.
CC - E suas andanças pelo Brasil afora?
Nelson - É
ambíguo o sentimento e percepção do que tenho visto. Viajo tocando em
muitos congressos e encontros de música e adoração, em encontros de
missão integral, em treinamentos de juventude, pregando em igrejas,
dando aulas em diversos seminários e treinamentos missionários.
Interajo também através da rádio com ouvintes do país inteiro. O Brasil
continua sendo um grande desafio para a igreja. Nosso grande desafio
continua sendo a encarnação e presença na vida e na vida de gente, com
suas dores, tristezas, esperanças e alegrias. Encontramos hoje um mundo
chamado gospel alienante e avassalador em nosso contexto, retalhando,
distorcendo, mentindo e enganando o povo, escondendo o verdadeiro
evangelho do reino. A igreja sente falta dos mestres da palavra. A
Igreja está ausente dos espaços culturais e na criação. O evangelho
veio redimir a cultura e as pessoas. Precisamos nos reconciliar com
nosso Deus, com nossa cultura, precisamos nos reconciliar com o povo
brasileiro a quem dizemos servir, precisamos continuar fazendo arte e
música, mesmo que pela marginal, com consciência de nosso papel para
servir, amar, levar o evangelho, e deixar registrado em poemas,
canções, partituras, pinturas, literatura, danças, artesanato, TV,
teatro, cinema e tantas outras manifestações artísticas. Deixar a arte
se integrar, participar, atuar constantemente em obras de amor,
socorro, misericórdia, onde a justiça de Deus é vivenciada e a
dignidade do ser humano é um valor a ser preservado. Creio que este Fórum do Cristianismo Criativo
e outros eventos feitos devem fomentar e ajudar nesta conscientização e
mobilização. Não só refletir, mas fazer de fato. E construirmos uma
teologia das artes correta. Trabalhos como da ABU, MPC, JOCUM, JV, ISA,
CC, ajudam em muito na formação espiritual e mentoria da juventude e no
surgimento de artistas para lidarem com liberdade, ousadia e sabedoria
na implantação do reino de Deus.
CC - Com quais compositores você mais gostou de compor, cantar, tocar, enfim, compartilhar sua arte?
Nelson - Já
citei vários e sempre corro o risco de esquecer outros, pois trabalhei
e trabalho ainda com muita gente. Minha caminhada e produções
testemunham isto. Aqui vai um pouco do meu “clube da outra esquina”,
com compositores, cantores, músicos, arranjadores, etc: Pimenta,
Guilherme, Rehder, Camargo, João Alexandre, Gerson Ortega, Edy Chagas,
Daniel Maia, Quico Fagundes, Arlindo Lima, Marcos Mônaco, Carla
Bomilcar, Felippe e Raquel Figueiredo, Karen Bomilcar, Juliana Pimenta,
Carlos e Eduardo Sider, Bruno Migotto, Marinho Lemes, Marinho
Andreotti, Rogério Bocatto, Hélio Campos, Quarteto Vida, Erlon Lemos,
Armandinho, Giroux Wanziler, Adhemar de Campos e Asaph Borba na
adoração congregacional. Nas produções e nos arranjos, cito alguns com
quem trabalhei ou trabalho com prazer: Maurício Caruso, César Elbert,
Thiago Pinheiro, Davi Neto, Woody Carvalho, Maurício Domene, Willians
Costa Júnior, Marcos Cavalcante. É bom trabalhar com amigos e bons
artistas.
CC - Qual música, CD, DVD, ou livro você gostaria de dedicar e/ou indicar aos nossos leitores?
Nelson -
Indico o livro-CD "Somos Um", do Jorge Camargo; o CD
"Nordestinamente", do Gerson Borges; o DVD "Casa Grande", do Gladir
Cabral; o livro "Adoração, Louvor e Liturgia", do Rubem Amorese, o
livro "Missão Integral e Ecologia" e todos os outros da W4 Editora e
também o livro "Fé Cristã e Cultura Contemporânea", da Ultimato.
CC - Existe vida inteligente entre os artistas cristãos?
Nelson -
Olha o Seginho Groisman aí gente, do Altas Horas para o Cristianismo
Criativo, hehehehe. Creio que tem muita gente inteligente sim, mas a
sabedoria nem sempre está com eles. Sabedoria parece que continua
morando com gente humilde, ou com os “símplices” do Salmo 19. Bem, já
citei vários artistas inteligentes anteriormente e não desejaria ser
repetitivo. Do nosso pedaço brasilis, por exemplo, é só
conhecer o trabalho em várias áreas do Rubem Amorese. Escritor, poeta,
músico e atuando em tantas vertentes da comunicação e do evangelho e
sempre com qualidade e profundidade. Sendo mais abrangente e
considerando pastores como poetas de palavras, cito alguns como Ricardo
Barbosa, Eugene Peterson, Ariovaldo Ramos, Ed René, Karl Kepler e Élben
César. Puxa, quanta gente boa!
A primeira
iniciativa da MC em audiolivro, realizada em parceria com a Plugme, superou
todas as expectativas. Narrado pela Aline Barros, O poder da esposa que ora,
superou
os 51.000 exemplares vendidos entre outubro e dezembro. Provavelmente,
o audiolivro que mais vendeu no período, no Brasil.
Plugme e MC já estão conversando sobre a produção de O poder da mulher que ora.
Na quarta, almocei com Israel Belo e Rita. Foram
quatro horas de um excelente bate-papo. Conheço Israel desde os meados dos anos
1990 quando ela era editor da Unimep. Juntos lançamos um site evangélico quando
a web ainda engatinhava, lá pelos idos de 1996.
Recentemente, Israel foi escolhido pela
Globo para representar os evangélicos em diversos programas (canal futura, Mais
Você etc). Disse-lhe que conforta quando escolherm pessoas como ele, ao invés de
outros que não conseguem equilibrar popularidade e ética.
A
editora Mundo Cristão publica mais um Brennan Manning. É "O anseio furioso
de Deus".
Fininho
(107p.), nele Manning retoma suas idéias principais, já apresentadas nos seus
outros livros. Quem leu os anteriores sente-se lendo um resumo.
Quem lê
Manning pela primeira vez encontra-se com um autor que, a partir de suas
experiências, é bastante claro e didático sobre a ternura de Deus.
Recomendo
para quem nunca leu Manning.
Recomendo
para quem quer presentear um amigo que não crê num Deus que furiosamente ama o
ser humano, ao ponto de morrer por ele na cruz.
Veja o que ele diz: "Enquanto o amor de Deus, que não conhece fronteiras,
limites ou pontos de ruptura, não for interiorizado por meio de uma decisão
pessoal; enquanto o anseio furioso de Deus não tomar conta da imaginação;
enquanto o coração não for congraçado com mente pura e simplesmente por meio da
graça, nada acontece. A idolatria das ideias deixou-me inchado, tacanho e
intolerante em relação a qualquer ideia que não coincida com as minhas".
(Pag.56)
Apesar de "fininho", há trechos do livro que
"arrepiam" pela forma contundente como Manning se expressa.
Esta experiência que Manning conta muito me impressionou:
Na
manhã em que acordei naquele torpor alcoólico, enquanto divisava a rua, vi uma
mulher vindo em minha direção, talvez uns 25 anos de idade, loira e atraente.
Trazia o filho pela mão, talvez uns quatro anos. O menino soltou a mão da mãe,
correu para a entrada da porta e olhou fixamente para
mim, ali deitado. Sua mãe correu atrás dele, cobriu seus olhos com as mãos e
disse: “Não olhe para essa imundície. Não passa de uma sujeira”. Então senti o
sapato dela. Ela me quebrou duas costelas com aquele pontapé.
Aquele
imundo era Brennan Manning, 32 anos atrás. E o Deus que vim a conhecer por pura
graça, o Jesus que encontrei no chão do meu próprio eu, amou-me furiosamente,
não importando meu estado — graça ou desgraça.
E por
quê? Porque seu amor jamais, jamais, jamais se baseia em nosso desempenho,
jamais está condicionado ao nosso estado de espírito — se de entusiasmo ou
depressão. O amor furioso de Deus não conhece nenhuma sombra de variação ou de
mudança. É digno de confiança. E sempre terno.
Sempre que leio Manning,
lembro de alguns episódios em que pessoas disseram para mim que se
estristeciamao perceber que não
se “sacrificavam” o suficiente para Deus.
Por essas e outras e que
continuamos a publicar Manning. O básico da fé cristã continua um mistério para
muitos que confessam Jesus como Senhor.
Trecho do excelente
perfil da Marina Silva, elaborado pela jornalista Daniela Pinheiro, publicado na edição de Janeiro da revista Piauí, no qual
comenta o livro a ser lançado ainda este ano pela MC sobre a vida da senadora:
Há um ano e meio, a
jornalista Marília de Camargo César, do jornal Valor, escreve a biografia de Marina
Silva. Há outros dois livros publicados sobre a vida dela, ambos de 2001: Marina
Silva, da Editora Salesiana, e Marina Silva: Defending RainforestCommunities in
Brazil, que ela diz não ter gostado porque teve a impressão de que a autora americana
a colocou como uma heroína.
A senadora só aceitou
que Marília de Camargo César fizesse a sua biografia porque tanto a jornalista quanto
a editora são evangélicas. "Ela considerou que assim poderia alcançar uma
abordagem mais ampla do que foi a sua conversão, da experiência espiritual de chegar
perto da morte e da força interior da superação", disse-me Marília, em São
Paulo. A ideia do livro é "também falar para os leigos", o que a autora
acredita ser um desafio devido ao "preconceito" em relação à orientação
religiosa da senadora.
Marília César citou o programa
Roda Viva, da TV Cultura, no qual Marina foi entrevistada em setembro. "O
que se viu foi constrangedor: os jornalistas faziam perguntas como se fossem pegadinhas
e ficavam com um ar de sarcasmo enquanto ela respondia sobre sua fé", disse.
Recentemente, durante um
simpósio sobre criacionismo, em uma universidade adventista de São Paulo, Marina
Silva foi entrevistada por um jornalista evangélico sobre o assunto. Ela disse acreditar
que "Deus é o criador de todas as coisas" e que "esse Criador tem
um projeto e as coisas não acontecem por acaso". Em seguida, o rapaz perguntou
o que ela achava do ensino do criacionismo em escolas confessionais que também
ensinavam o evolucionismo.Ela respondeu: "A ciência se faz pela multiplicidade
de olhares. Mesmo que você tenha uma visão criacionista, se você coloca claramente
para as pessoas que há outra visão, a do evolucionismo, para que as pessoas tenham
liberdade de escolha, não vejo dernérito." E continuou: "O errado é se não formos
capazes de ter uma educação plural, que seja capaz de mostrar os diferentes pontos
de vista, para que as pessoas possam fazer suas escolhas."
Nos dias seguintes,
blogs, jornais e revistas replicaram a notícia de que Marina Silva defendia o
ensino do criacionismo.Não adiantou ela repetir à exaustão que havia sido mal
interpretada.
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