Da mesma maneira que a televisão não eliminou o rádio e a internet não acabou com a televisão, a sensação que resta após a participação no Digital Book World é que não há indicações de que estejamos diante de algo tão revolucionário.
Tenho a impressão de que o e-book se juntará ao audiobook, como alternativas secundárias ao livro. Aliás, a grande torcida é que o mix entre impresso, eletrônico e áudio seja proporcionalmente maior no impresso, caso contrário as contas não fecharão.
Em geral, restam mais dúvidas que certezas, e as principais questões hoje são:
Pirataria: A indústria fonográfica foi reduzida à metade nos últimos 10 anos, graças à pirataria, e o e-book já está sendo pirateado mundo afora. As consequências da pirataria variam de acordo com o tipo de livro. Quanto mais caro, mais pirateado. Enciclopédias, livros ilustrados e acadêmicos em geral tendem a sofrer mais.
Precificação: Há uma política suicida de preços empreendida pela Amazon, que domina o mercado do e-book. Sabe-se que se trata de uma estratégia de dominação de mercado perigosa pois não somente cria um rombo na Amazon como também a regra de que o eletrônico tem de custar muito menos que o impresso. O conceito é correto, mas se a proporção de venda de e-books subir muito, nem a indústria editorial nem a Amazon se sustentarão.
Tecnologia: Os desenvolvedores de software estão correndo para apresentar ao leitor soluções atraentes e funcionais. Para variar, a Apple saiu na frente, ao compreender a incoerência de criar um aparelho leitor que não acresça outras funcionalidades. Há, ainda, muito que caminhar nessa questão.
Rentabilidade: Todos estão perdendo dinheiro. A questão é: por quanto tempo?
Investimentos: A indústria editorial americana não cresce e não pode se dar ao luxo de investir pesadamente em novas tecnologias, o que pode atrasar a evolução tecnológica.
Percepção de valor: Pesquisas recentes indicam que o leitor exige uma grande redução de preço em relação à versão impressa. Tal percepção é compreensível, mas exigirá muita criatividade, conforme dissemos, para que a conta feche.
Direitos autorais: Há uma quebra de braço entre editores, agentes e autores sobre o modelo de apuração dos royalties. A tendência é de preços muito baixos, contrastando com a perspectiva de recebimento dos autores, que é de alta.
Distribuição: O e-book rompe as tradicionais barreiras de distribuição, uma vez que o arquivo pode ser baixado de qualquer fonte, em qualquer lugar do planeta. Hoje, os contratos entre editores e autores definem claramente a territorialidade. Exemplo, uma editora coreana que adquire direitos, em inglês, para seu país passa a competir diretamente com a Amazon e outras livrarias online.
Apesar das questões apontadas, estamos atentos para definir se, como, quando e por quanto entraremos nessa nova plataforma. Está claro que a MC, antes de ser editora, é uma provedora de contéudo, independentemente do veículo.
E mais: vale a pena ficar atento às movimentações da Apple e do Google. São, a meu ver, os players que ditarão as regras de agora em diante.
é leegal o livro "MENINOS NÃO ENTRAM' ADOOOOOOOOOREI dms dms
Posted by: Marrie Rosseto | 14 de outubro de 2010 at 20:31
A Paz do Senhor!
gostaria de informar um erro, Estava estudando na bíblia de estudo anotada "expandida" e em sua explicação tem a palavra “supersuperabundamente”, será que a palavra que voces gostariam de usar não seria “SUPERSUPERABUNDANTEMENTE”?.
P1152 Ef3:20
email para resposta: fabriciodemajor@hotmail.com
Posted by: fabricio | 16 de março de 2011 at 18:07